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Celina Leão se reúne com Zanin no STF; agenda previa Lei da Ficha Limpa, mas governadora cita BRB

1 de 2 Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília — Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se reuniu nesta terça-feira (12) com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Apesar de a agenda pública do magistrado indicar que o encontro trataria da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881, que questiona mudanças na Lei da Ficha Limpa, Celina afirmou ao g1 que a pauta foi a suspensão da lei distrital que autoriza o uso de imóveis públicos para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB). Governadora do DF e o presidente do BRB se reuniram com o presidente do Banco Central para tratar sobre o futuro do BRB Ao final da reunião, Celina Leão saiu sem falar com a imprensa. 🔎A ADI 7881 questiona mudanças recentes na legislação da Ficha Limpa, uma das principais normas eleitorais do país. Um possível beneficiado com a medida, por exemplo, seria José Roberto Arruda (PSD) (veja detalhes mais abaixo). Ele é um dos nomes da direita na disputa com Celina ao governo do DF nas eleições de 2026. 🔎O ministro Flávio Dino pediu, na sexta-feira (8), que a Corte vote presencialmente sobre a decisão do presidente Edson Fachin que liberou a venda de imóveis públicos do Distrito Federal para salvar o Banco de Brasília (BRB), após a Justiça do DF ter barrado a medida. ➡️ A Lei da Ficha Limpa foi aprovada em 2010, a partir de um projeto de lei de iniciativa popular com mais de 1 milhão de assinaturas, e estabelecia que a inelegibilidade podia durar até oito anos após o cumprimento da pena. A mudança feita pelo Congresso antecipa, em alguns casos, a contagem do período que a pessoa ficaria inelegível, começando a partir da primeira condenação em órgão colegiado da Justiça — o que, na prática, reduz o tempo fora das eleições. A situação de Arruda Longe do cenário político há cerca de 15 anos depois de declarado inelegível, o ex-governador José Roberto Arruda se lançou como pré-candidato ao governo do Distrito Federal em 2026. Arruda ainda enfrenta um cenário político e jurídico incerto. No fim de outubro, o Superior Tribunal de Justiça manteve uma condenação por improbidade administrativa que, em tese, torna o ex-governador inelegível. Arruda se filia ao PSD para disputar governo do DF "A mudança estabelece nova forma de contagem do prazo de inelegibilidade para condenados por órgãos colegiados. Pela interpretação literal, segundo a qual o prazo passaria a fluir a partir da data da condenação, Arruda poderia, em tese, ser considerado elegível para as eleições de 2026", explica a advogada criminalista e mestre em direito penal Emanuela de Araújo Pereira. No entanto, ela pontua que o STJ manteve a condenação de Arruda referente aos fatos investigados na Operação Caixa de Pandora, o que o mantém, em princípio, inelegível. "O cenário que se apresenta, portanto, é juridicamente complexo e sujeito a interpretações no âmbito constitucional", avalia a advogada.
12/05/2026 (00:00)
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